O setor de infraestrutura no Brasil enfrenta um momento desafiador, mas repleto de oportunidades, impulsionado por investimentos governamentais e privados. Este artigo explora o cenário macroeconômico, as tendências de investimento, as mudanças no mercado de trabalho e os desafios enfrentados pelas empresas no setor de infraestrutura.
A Robert Half, em seu compromisso de auxiliar gestores a tomarem decisões informadas, apresenta o Panorama Setorial de Infraestrutura, uma análise detalhada das perspectivas do setor sob o ponto de vista da gestão de pessoas. Este material se baseia em dados públicos e pesquisas próprias, e oferece insights valiosos para líderes que desejam alinhar suas estratégias de gestão de talentos com as demandas do mercado.
Escute os principais insights do material
Este é um resumo com os destaques do panorama setorial de infraestrutura desenvolvido pela Robert Heff. O setor de infraestrutura no Brasil vive um momento de expansão marcado por novos investimentos e por grandes desafios. Apesar da histórica falta de recursos, o ambiente político e econômico vem evoluindo com o avanço de leis estruturantes como o marco do saneamento e a privatização da Eletrobras. Além do novo PAC, que prevê R 1,7 trilhão deais em investimentos. De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria, os investimentos em infraestrutura devem alcançar quase 278 bilhões deais em 2025, um aumento de mais de 4% em relação ao ano anterior. O levantamento aponta que os setores mais aquecidos continuam sendo saneamento, energia elétrica e rodovias que devem manter a liderança também neste ciclo. O governo federal planeja realizar 15 leilões de rodovias em 2025, que devem movimentar cerca de R1 bilhões deais em investimentos ao longo dos contratos. Essas iniciativas ampliam as oportunidades em áreas como engenharia, gestão, finanças e tecnologia, com destaque para profissionais com perfil técnico e visão estratégica. Mas o crescimento também traz desafios. O ambiente regulatório brasileiro segue complexo, o que aumenta a demanda por profissionais de relações institucionais, governamentais e de governança corporativa. Além disso, a transformação tecnológica acelera a busca por especialistas em automação, logística, supply chain e planejamento financeiro. funções essenciais para garantir eficiência operacional em setores de capital intensivo. Outro ponto de atenção é a escassez de talentos fora dos grandes centros urbanos. Projetos de infraestrutura costumam estar em regiões mais afastadas, o que exige das empresas esforços adicionais para atrair, reter e formar profissionais com qualificação. Se você já está com o material em mãos, aproveite para explorar os dados completos e entender como essas tendências impactam a gestão de talentos na sua empresa. está ouvindo apenas este áudio, vale acessar o panorama setorial no site da Robert Heff e se aprofundar nos desafios e estratégias que podem transformar sua área de gestão de pessoas. E se quiser discutir com profundidade ou entender como a Robert Heff pode apoiar sua empresa na atração e retenção dos profissionais certos para este mercado em transformação, entre em contato com nossos consultores. Até a próxima.
O cenário macro
O mercado de infraestrutura no Brasil é estimado em US$ 3,6 trilhões, de acordo com a Mordor Intelligence. No entanto, o setor sofre com uma insuficiência crônica de investimentos, necessitando de R$ 284 bilhões anuais até 2031 para superar os gargalos, segundo a KPMG.
A boa notícia é que o contexto político e econômico tem mostrado sinais de melhora, com a aprovação de leis como o Marco do Saneamento e a privatização da Eletrobras, além do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê R$ 1,7 trilhão em investimentos.
Empresas estrangeiras também estão voltando suas atenções para o Brasil, especialmente a China, que anunciou R$ 280 bilhões em investimentos nos próximos anos, focando em energia, rodovias e ferrovias.
Investimentos estatais
O Novo PAC, em conjunto com o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, traz um novo fôlego para o setor, com projetos que vão desde energia até mobilidade urbana. A seguir, alguns dos maiores investimentos previstos:
Geração de energia: R$ 73 bilhões
Petróleo e gás: R$ 387,4 bilhões
Rodovias: R$ 219 bilhões
Ferrovias: R$ 91,3 bilhões
Mobilidade urbana sustentável: R$ 48,1 bilhões
Esses investimentos devem ser canalizados por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), o que movimenta o mercado e aumenta a demanda por profissionais especializados.
Onda de investimentos
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que os investimentos em infraestrutura no Brasil devem alcançar R$ 277,9 bilhões em 2025, um crescimento estimado de 4,2% em relação ao ano anterior.
Um estudo divulgado pelo portal Neofeed, com base em dados da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), da consultoria EY e em projeções do Governo Federal, aponta que os setores que mais receberam investimentos nos últimos anos foram saneamento, energia elétrica e rodovias — uma tendência que deve se manter ao longo deste ano.
Crescimento e novas oportunidades no setor de infraestrutura
O mercado de infraestrutura está aquecido, com expectativa de crescimento nas contratações, especialmente em setores como saneamento, energia elétrica, rodovias e mobilidade urbana.
Segundo este levantamento publicado pelo Neofeed, a projeção de investimentos do setor privado destinado à infraestrutura em 2025 foi de R$ 250 bilhões.
Além disso, o governo pretende realizar 15 leilões de rodovias em 2025, para concessão ao setor privado. De acordo com o Ministério dos Transportes, os leilões devem movimentar R$ 161 bilhões em investimentos ao longo dos contratos, abrindo oportunidades em áreas como finanças, gestão, engenharia e tecnologia.
Desafios regulatórios e demanda por novos perfis profissionais
O ambiente regulatório brasileiro complexo representa desafios para empresas que operam em setores de infraestrutura. A crescente demanda por profissionais de relações institucionais e governamentais reflete a necessidade de lidar com questões regulatórias, além da carência de talentos experientes nessa área. Empresas de médio porte, muitas vezes familiares, enfrentam dificuldades de modernização, aumentando a busca por líderes capacitados a implementar mudanças de governança e cultura.
Capital intensivo e transformação tecnológica no setor
Empresas de infraestrutura operam em setores intensivos em capital e dependem da eficiência operacional para retorno sobre investimentos. Há uma crescente valorização de profissionais especializados em planejamento financeiro, automação (IoT), supply chain e logística. A digitalização e a automação estão impulsionando a demanda por talentos com conhecimentos técnicos em tecnologia e inovação, acelerando a eficiência em projetos e operações.
Desafios geográficos e a escassez de talentos
A localização de projetos de infraestrutura fora dos grandes centros urbanos dificulta o recrutamento de profissionais qualificados, especialmente para cargos de liderança. Isso obriga as empresas a investir mais em salários, benefícios e formação interna de líderes para atender às demandas regionais.
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