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NR-1 e saúde mental no trabalho: por que o tema entrou de vez na agenda das empresas

Pesquisas e materiais Gerenciamento e liderança Relatórios ESG
A saúde mental deixou de ser um assunto periférico nas organizações para se consolidar como um tema central nas agendas de liderança, gestão de pessoas e estratégia de negócios. Em um mercado cada vez mais complexo, marcado por transformações constantes, pressão por resultados e mudanças nas relações de trabalho, cuidar do bem-estar emocional dos profissionais deixou de ser apenas uma questão de responsabilidade social para se tornar um fator diretamente ligado à produtividade, ao engajamento e à sustentabilidade das empresas. É nesse contexto que a Robert Half lança a 8ª edição do estudo “Inteligência Emocional e Saúde Mental no Ambiente de Trabalho”, desenvolvido em parceria com a The School of Life Brasil. O material reforça que compreender como emoções, pensamentos e comportamentos influenciam o dia a dia corporativo é essencial para líderes e organizações que desejam se manter relevantes no longo prazo.
“É importante esclarecer que não cabe à empresa tratar a saúde mental individual do colaborador. O papel da empresa é evitar o adoecimento decorrente do trabalho. E é exatamente isso que a atualização da NR‑1 estabelece ao incluir a gestão de riscos psicossociais”, afirma Maria Sartori, diretora da Robert Half.

NR‑1 e a entrada definitiva dos riscos psicossociais na agenda corporativa

Um dos principais marcos desta edição é a atualização da NR‑1, que passou a exigir a identificação, avaliação e gestão de riscos psicossociais nas organizações. A pesquisa mostra, porém, que o preparo das empresas ainda é limitado. Apenas 27% dos líderes consideram suas organizações bem ou totalmente preparadas para atender a essas exigências. Esse dado vai além da conformidade regulatória. Ele revela uma fragilidade estrutural, com ambientes marcados por sobrecarga, prazos irreais, ambiguidade de papéis, conflitos não tratados e baixa segurança psicológica. O risco, nesses casos, não é apenas jurídico. Ele é também operacional, reputacional e humano.

Sobrecarga, prazos irreais e desgaste contínuo

A pesquisa evidencia que apenas cerca de metade dos profissionais afirma conseguir cumprir suas entregas sem comprometer a saúde física ou emocional. Além disso, somente 44% dos líderes e 49% dos liderados consideram que os prazos definidos são frequentemente ou sempre realistas. Quando a urgência se torna permanente, o impacto não aparece apenas nos indicadores de saúde. Ele se reflete também na produtividade, na qualidade das entregas e no aumento de erros e retrabalho. Sobrecarga prolongada custa mais caro do que o investimento preventivo em estrutura adequada, seja por meio da reorganização de demandas, do reforço temporário de equipes ou da revisão de prioridades.  

Reconhecimento, sentido e vínculo: fatores diretamente ligados à retenção

Outro alerta importante da 8ª edição está na percepção de reconhecimento. Apenas 31% dos liderados dizem se sentir reconhecidos de forma consistente pelo esforço que entregam. A falta de reconhecimento não é um detalhe cultural. Trata-se de um fator altamente desgastante, associado à perda de engajamento, ao enfraquecimento do vínculo e ao aumento da intenção de desligamento. O mesmo se aplica ao sentido do trabalho. Apenas 13% dos liderados afirmam sempre perceber significado e alinhamento entre suas atividades e seus valores pessoais. A ausência de propósito é um fator silencioso de adoecimento emocional, frequentemente associado à apatia, à desmotivação e à infelicidade persistente.

Segurança psicológica ainda é frágil

Mesmo com avanços no discurso corporativo, a prática ainda revela inconsistências. Quase metade dos liderados não se sente sempre segura para discordar, expressar opiniões ou admitir erros. Ambientes em que a liberdade de expressão é imprevisível estimulam autocensura, medo e estresse crônico. Esses fatores estão diretamente associados à queda da inovação e à deterioração do clima organizacional.  

Saúde mental como fator de continuidade do negócio

O sofrimento emocional no trabalho não é episódico, nem resultado exclusivo de fragilidades individuais. Ele emerge de fatores organizacionais recorrentes e previsíveis. Ignorá-los significa normalizar o adoecimento silencioso e aceitar seus impactos sobre desempenho, retenção e reputação. Cuidar da saúde mental no trabalho não é apenas uma pauta humana. É inteligência estratégica. Empresas que estruturam a gestão de riscos psicossociais, fortalecem lideranças e revisam suas práticas de trabalho não apenas cumprem a norma, mas protegem seus talentos e sustentam sua capacidade de crescer no longo prazo.  

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