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78% dos líderes temem falta de sucessores para sustentar negócios

São Paulo, abril de 2026 — A discussão sobre quem vai liderar o futuro dos negócios ganhou tração nas empresas e começa a produzir efeitos concretos. De acordo com pesquisa da consultoria global de soluções em talentos Robert Half, 78% dos gestores estão preocupados em identificar sucessores para sustentar suas operações até 2035. Neste cenário, a escassez de lideranças pode interferir na execução de projetos e na distribuição de responsabilidades dentro das organizações. Na prática, a ausência de sucessores preparados cria um efeito em cadeia, no qual decisões se concentram, agendas estratégicas desaceleram e a capacidade de reação da companhia diminui. É nesse ponto que o planejamento de sucessão passa a ser revisado com mais frequência e menos margem para improviso. O desenho mais comum hoje combina duas frentes. De um lado, empresas tentam acelerar o desenvolvimento interno de talentos. De outro, recorrem ao mercado para preencher lacunas que não conseguem resolver no tempo exigido pelo negócio. Como as organizações estruturam o planejamento de sucessão Empresas de capital aberto 56% combinação de talentos internos e externos 36% somente talentos internos 2% somente talentos externos Empresas privadas 50% combinação de talentos internos e externos 30% somente talentos internos 16% somente talentos externos “O impacto aparece quando a companhia precisa se mover e não consegue. Sem uma liderança realmente preparada, é comum que as decisões travem e, em alguns casos, que projetos relevantes fiquem em espera até que haja gestores disponíveis para conduzi-los. Como consequência, a organização fica mais reativa do que estratégica, o que é pouco positivo no médio e longo prazo”, afirma Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo na Robert Half. Essa pressão tem levado empresas a revisar não só quem formar, mas como formar. Estruturas mais tradicionais de sucessão ganham espaço, assim como o uso de tecnologia para avaliar potencial de liderança com maior precisão e menos subjetividade. Principais medidas adotadas pelas companhias Empresas de capital aberto 52% investir mais em desenvolvimento de liderança 40% criar uma estrutura formal de sucessão 40% desenvolver inteligência emocional e habilidades comportamentais 38% promover diversidade e inclusão 36% utilizar tecnologia na avaliação de liderança Empresas privadas 54% investir mais em desenvolvimento de liderança 52% alinhar liderança à estratégia do negócio 44% utilizar tecnologia na avaliação de liderança 38% criar uma estrutura formal de sucessão 36% promover diversidade e inclusão O perfil das posições críticas também está mudando. Funções ligadas à tecnologia, dados e transformação organizacional, como VP de IA e Dados, líderes de transformação digital e executivos dedicados ao desenvolvimento de liderança, ganham espaço e exigem um tipo de preparação diferente, mais transversal e menos linear. Treinamentos priorizados para o futuro Empresas de capital aberto 72% treinamento específico em IA 58% gestão de conflitos e crises 54% gestão de mudanças e inovação 38% habilidades comportamentais 38% mentoria e coaching com foco em sucessão Empresas privadas 68% gestão de conflitos e crises 60% treinamento em IA 38% cursos de curta duração em liderança 38% mentoria e coaching 36% gestão de mudanças e inovação “Não se trata apenas de ter um plano, mas de ter profissionais aptos no momento certo. Por isso, observamos organizações combinando formação interna com a entrada de executivos de mercado, inclusive em posições interinas, para não interromper a operação enquanto constroem e desenvolvem essa próxima camada de liderança”, diz Custódio. Ao posicionar a sucessão mais perto da operação, companhias começam a tratar liderança como um ativo que precisa ser continuamente renovado, e não apenas substituído quando surge uma necessidade.  Nesse contexto, a diferença está menos em ter um plano no papel e mais na capacidade de executar transições sem perder o ritmo. Metodologia A pesquisa foi conduzida com 100 executivos brasileiros, incluindo membros de conselhos, alta gerência e média gestão, trazendo uma visão integrada sobre os rumos da liderança empresarial nos próximos dez anos. Sobre a Robert Half É a primeira e maior empresa de soluções em talentos no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais permanentes e para projetos especializados nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão. Com presença global e atuação na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania, a Robert Half aparece em listas das empresas mais admiradas do mundo. Robert Half é reconhecida, também, por seu compromisso de promover a igualdade e proporcionar uma cultura inclusiva. Para mais informações à imprensa RPMA Comunicação [email protected] Giulia Szpektor (11) 94386-9965 Carina Eguia (11) 98538-0059