O papel das empresas na promoção do diálogo construtivo

  1. A importância de ter um diálogo claro dentro da empresa
  2. Como melhorar a comunicação
Tempo estimado de leitura: 3 minutos

*Por Fernando Mantovani

Em 14 de julho é comemorado o Dia da Liberdade de Pensamento. A data coincide, de propósito, com a Queda da Bastilha, marco da Revolução Francesa. Em 1789, como consequência desse movimento histórico, foi publicada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que no seu artigo 11 dizia que “a livre comunicação dos pensamentos e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do Homem”.

Isso foi reafirmado, em 1948, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU), que no artigo 18 afirma que “todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”.
 

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A importância de ter um diálogo claro dentro da empresa

No Brasil, a liberdade de pensamento é garantida pela Constituição. Um dos pilares de uma democracia é justamente esse: todos podem manifestar seus pontos de vista de modo seguro, sem sofrer represálias. O contrário disso é viver em silêncio, com receio de se expor, ou reproduzir o discurso dominante apenas para se proteger. Essas duas alternativas são comuns em ambientes autoritários, sejam eles países, empresas, escolas ou famílias. Nesse caso, apenas a autoridade máxima fala, e o resto obedece.

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Para as empresas, respeitar e incentivar a liberdade de pensamento é uma grande vantagem competitiva. Onde há espaço para a pluralidade de ideias, ganham força a diversidade, a criatividade e a inovação. Quantas invenções, soluções disruptivas e saltos tecnológicos não surgiram a partir de alguém que ousou questionar o senso comum? Em uma organização em que todos rezam a mesma cartilha, dar uma resposta criativa pode ser difícil, se não impossível.

É claro que ter um ambiente mais arejado envolve desafios. Tolerância, respeito e empatia devem ser alvo permanente de treinamentos, conversas e palestras, entre outras iniciativas estruturadas em um programa de diversidade e inclusão. Afinal, posições antagônicas entre colegas, se transmitidas sem cuidado, podem suscitar tensão, ofensas e até conflitos, prejudicando o andamento do trabalho e o bem-estar das equipes.

O segredo de uma convivência saudável e produtiva entre profissionais com bagagens variadas é o diálogo. Criar uma cultura de comunicação transparente, direta e cordial contribui para que os profissionais possam falar e saibam ouvir. A ideia não é que todos concordem, mas que possam se respeitar e cooperar apesar das discordâncias.

Como melhorar a comunicação

A seguir, compartilho recomendações para as lideranças cultivarem uma comunicação eficiente, que some as diferenças em prol dos objetivos da empresa:

- combata os rótulos – enquadrar o interlocutor em estereótipos do tipo “é mais velho, não entenderá isso” ou “é mãe, não poderá fazer aquilo” afunila as possibilidades de diálogo, em vez de ampliá-las;

- aprenda a ouvir – saber falar sempre foi uma habilidade muito valorizada, tanto que a arte de ouvir acabou ficando em segundo plano. Porém, sem prestar atenção no que o outro diz, a conversa vira um monólogo e perde o sentido;

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- invista na socialização – promover momentos em que os funcionários possam descontrair e interagir sem a pressão do dia a dia é uma ótima medida para estreitar os laços entre eles, o que facilita o diálogo;

- otimize a diversidade – reunir profissionais de diferentes perfis e departamentos para atuar em um mesmo projeto ou tentar solucionar um desafio melhora as perspectivas de integração e conversa entre eles;

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- compartilhe as expectativas – é fundamental que todos saibam exatamente quais são os objetivos, os prazos e outras informações relevantes envolvidas em um projeto, cargo ou departamento. Uma comunicação clara e consistente eleva o engajamento dos profissionais. Todo esse processo depende diretamente da atuação das lideranças. São elas as maiores responsáveis por valorizar a diversidade dentro da empresa, mostrando que perfis diferentes são bem-vindos e têm muito a contribuir.

São elas também quem devem dar o exemplo de que a comunicação é um recurso efetivo, apreciado pela empresa e que pode ser utilizado pelos liderados com segurança e respeito. Se todos se sentirem confortáveis para falar e ouvir, boas ideias e soluções farão parte do dia a dia da organização.

*Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half para a América do Sul

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